domingo, 19 de dezembro de 2021

Crônica.

 



 ENFIM CHEGOU!


   Mais um fim de ano, cheguei a pensar que talvez nem estivesse aqui, foram tantas as coisas que aconteceram, houve momentos em que achei que fosse o meu fim, mas... Aqui estou, até este momento, graças ao bom Deus. Quantos amigos meus ficaram pelo caminho, vidas que foram ceifadas por esse monstro invisível. Amigos que não tiveram chances de se despedirem, nem mesmo um velório, muitos partiram sem direito ao último adeus. Rios de lágrimas que foram derramados, ainda transbordam por aí.

    Mais um fim de ano, nada de extraordinário foi feito no cenário político brasileiro. Não era mesmo para esperar muita coisa de um parlamento covarde, devido às circunstâncias alarmantes, não progredimos. O salário não subiu, a inflação aumentou extraordinariamente, tudo sendo alavancado pelos reajustes constantes dos combustíveis, carnes, alimentos, e por aí segue. E não adianta jogar a culpa no presidente da República, já ouviu aquele ditado onde se fala; " Uma andorinha só não faz verão".  Pois bem, é isso. Digamos que o presidente é uma andorinha solitária em meio a muitas andorinhas egoístas e egocêntricas.

   Mais um fim de ano em que velhas notícias e promessas ganham cara de nova. Velhos erros que se repetem... De quem será a culpa dessa vez? Não tenho muitas esperanças com o mundo, basta observarmos a guerra comercial - que há tempos já vem se desenrolando no cenário mundial entre América e China. Lá fora, as coisas não caminham bem, os países desenvolvidos passam pelos mesmos problemas que nós, as mesmas dores, causas semelhantes. Economia recuando, preços em alta, falta de insumos, enfim, é o que temos para o momento. Me arrisco a dizer que estamos no mesmo barco sujeitos as tempestades universais, mas, com uma certa vantagem.

   Mais um fim de ano... Trabalhoso como nunca foi antes, doloroso na mesmíssima proporção do desespero. O que nos aguarda? Pelo menos nessa reta final. Embora os meus amigos de redação não acreditem em grandes acontecimentos, tenho lá minhas dúvidas. Tudo é possível. Considerando que verdades são escondidas, enquanto mentiras são vestidas de verdades. A verdade aparecerá, nem que seja completamente despida. Essas coisas não tem nada a ver com teorias da conspiração e tal... É o simples fato da desinformação, do acobertamento de verdades absolutas em face de repetidas mentiras contadas todos os dias. Vivemos essa exata fase tão complexa de nossas vidas.

   Mais um fim de ano. Dou por encerrada minha participação nesse projeto em colaboração com a Luise e o Tiago. Foi um ano intenso onde trabalhamos em conjunto escrevendo crônicas sobre os mais diversos assuntos. Agradeço poder fazer parte nesse projeto. Tive a liberdade de explanar os assuntos da minha preferência, sem ser censurado ou impedido, escrevi com liberdade, como nunca em outras redações. Desejo a todos um belíssimo fim de ano, a Luise Batiliere, jornalista fantástica, de uma escrita forte é uma beleza única. Tiago Pena, idealizador do projeto, Grande poeta, filósofo e prosador. E a cada leitor que durante esse ano pousou os olhos nestas despretensiosas crônicas de domingo. Desejo-lhes um fim de ano agradável tanto quanto possível. 


"Alberto de Andrade Lispector".


( A. L)


domingo, 12 de dezembro de 2021

Crônica.

 



FIM DE ANO.


   Estamos no último mês do ano, finalmente! Que venha logo 2022, e que traga boas novas. Esse é o meu desejo, certamente é o seu também, de todos aliás. Mas... Vamos refletir um pouco...

Todos os fins de ano são iguais, não é mesmo, desejamos um próximo ano cheio de novidades agradáveis, que nos faça feliz, que nos traga alegria, bonança, saúde, enfim, repetimos os pedidos dos anos anteriores. Sem percebermos fazemos as mesmas preces ao final do ano, não mudamos nem as palavras de nossas petições, é queremos que tudo mude e seja novo quando nós não somos a expressão da mudança. Estou dizendo isso não somente do que eu vejo por aí, mas também, daquilo que eu sou em todos os anos anteriores, quero uma mudança que não consigo ter.

   Esse ano passou como uma sombra, tão rápido que nem o notamos, acontecimentos extraordinários romperam despercebidos, decisões foram tomadas, porém, somos lerdos demais para lembrarmos do que nos aconteceu na semana que passou, o que se dirá do que aconteceu no decurso do ano. É espantoso como nós somos desligados de tantas coisas importantes que ocorreram no cenário brasileiro.

Não há muito o que se dizer, esse foi outro ano de luta contra o 'tal vírus', embora boa parte da população esteja vacinada, o perigo continua grande. Países da Europa e Ásia registraram aumento nos casos, devido a uma nova variante, por nome de 'Ômicron'. São tantas as variantes que nem sei mais se é o mesmo vírus... Lá fora, as portas estão se fechando, restrições voltam à tona, o medo é o pior dos vilões.  Por aqui a única preocupação são as festividades de fim de ano, preparação para o Carnaval, muitos projetam um ano que ainda nem chegou. Essa é a verdadeira preocupação em terras Brasileiras.

Ninguém está preocupado com as movimentações políticas, religiosas, sociais... Tudo bem que, cada um procurou fazer o que achava que deveria ser feito; leis que são criadas, ensinamentos difundidos, comunidades com projetos de inclusão, enfim, cada indivíduo dentro de sua competência buscou o melhor dele para si e para o outro, na intenção de construir um novo mundo ...

Até que ponto isso funciona de verdade?

O pensamento de muitas pessoas com relação aos seus semelhantes, 'humanos', era de uma profunda mudança depois de sermos esfacelados por esse vírus, no entanto, a realidade tem se mostrado diferente. As relações pessoais estão cada vez mais ásperas, difíceis, duras de se lidar. Na tentativa de compreender a presente sociedade, ficamos confusos, incertos. Vemos atitudes horrendas em cidadãos, antes considerados 'nobres'... Fica aquela sensação de incapacidade. Mesmo quando tentamos ajudar, na melhor das intenções, raramente somos 'aceitos' - não era exatamente essa a palavra que eu usaria, mas 'aceito', se encaixa melhor ao termo.

Qual aprendizado tirarmos de tudo isso?

Nos bairros, cidades, a vida propriamente dita, não deve ser individualista. 'Eu', tenho que ser para o próximo como sou para mim mesmo. É um ensinamento básico, humano. Temos que praticar o bem, plantar boas ações para obter bons frutos. Mudando o nosso interior mudaremos o mundo. 

Estamos no último mês do ano, ainda está a tempo de fazer a diferença, e não de sermos iguais aos anos que se perderam..

VÃS IMAGINAÇÕES E PENSAMENTOS IMPERFEITOS.

          Conto...    Cansada e sentindo o peso da exaustão, Mirela sentou-se na velha cadeira de balanço deixada na garagem, encostou a vas...