domingo, 9 de janeiro de 2022

ILUSÕES PERDIDAS.



( Crônica )

 ILUSÕES PERDIDAS.


     É uma coisa absurda o que está acontecendo no Brasil, no meu ponto de vista, completamente absurda. Temos uma pandemia em curso, com um vírus que a cada semana sofre uma nova mutação, como se não bastasse, outra mutação do vírus da gripe, e a única preocupação de boa parte dos brasileiros é o Carnaval. Vez e outra me deparo com pessoas ansiosas com as possibilidades de blocos, sambódromo, fantasias, isso, aquilo outro, desfila assim, com essa ou aquela máscara, e no meio da conversa, crítica a todos que são contra o carnaval. É muito comum depararmos com situações semelhantes por aí. Estamos no começo do ano, nos primeiros passos de uma longa caminhada.

   É um começo de ano chuvoso em muitos lugares, extremamente quente durante o dia com pancadas de chuvas a tarde. Mesmo chovendo constantemente, os dias permanecem quentes. A chuva, na medida correta, é muito bem vinda nesse início de ano, uma vez que a maioria dos reservatórios estão a níveis críticos, quanto mais chuva melhor. Entretanto, existem os dois lados da situação, a mesma chuva tão necessária aqui no estado de São Paulo, no estado da Bahia está causando inundações, desastres e mortes. É perceptível como a natureza trabalha em desequilíbrio, e nem é preciso dizer que o culpado é o homem com todas as agressões à natureza.

    O que ocupa mesmo a cabeça de muitos Brasileiros são as festividades que se aproximam. O enclausuramento dos anos anteriores deixou a muitos um tanto que, excessivamente impulsivos quanto à própria liberdade. Para mim, o fim de ano com toda a movimentação anormal é a prova do que estou dizendo, mostra esse anseio pela liberdade, em retomar uma vida normal. Eu sei, e muitos também sabem que não teremos o 'normal' de volta, nos mesmos moldes de outros anos, 'esse normal' por sua vez, está de roupagem nova, em padrões diferentes e pouco admiráveis.

     Outra coisa que será muito discutida, pelo menos nesse ano, é a política. Estamos em um ano eleitoral, eu nunca vi tantas pessoas interessadas e discutindo assuntos relacionados a política. Não é preciso dizer que a nação está... Como posso dizer ... Dividida. Muitos não concordaram com essa colocação, mas se analisarmos bem, perceberemos essa 'diversidade' de opiniões. Todo cidadão com direito a voto é livre para fazer a sua escolha, conforme a sua consciência mandar. Digo mais; ninguém é obrigado a dizer em quem vai votar, se nesse ou naquele. O segredo é um direito seu, e nos tempos que estamos vivendo, é sábio usá-lo.

    Esse será um ano de grandes acontecimentos, expectativas enormes, sonhos grandiosos. Tenho os meus, as minhas dúvidas, incertezas, esperanças e desesperanças, minhas ilusões perdidas. O nosso coração é apenas um pequeno barco nesse mar. Navegar é preciso, ainda que o mar dessa vida se mostre revolto. Haverá o momento em que o sol aparecerá, os dias virão com flores belíssimas e cheias de perfumes. Também é sábio lembrar que no meio do caminho, entre o verão e a primavera, teremos um outono de turbulência e o rigor do inverno. Mas isso não é motivo para tanto desespero, afinal, tudo na vida passa, só o amor que permanece.

domingo, 26 de dezembro de 2021

Crônica de domingo.

 



CAMINHO DA ILUMINAÇÃO.


Mais uma porção diária desse que foi um ano sem igual. Eis um pouco do meu desespero existencial, da incerteza do momento seguinte sempre presente nessas fragmentações. Acordei cedo, com uma terrível dor de cabeça - como sempre - os últimos dias têm sido difíceis para mim, desperto com esse peso pressionando os meus miolos. É terrível conviver com isso. Manhã chuvosa, tempo agradável, logo mais fará calor para no final de tarde chover novamente, o que é excelente. O dia seguirá o seu curso monótono de sempre, os acontecimentos se sobrepondo em cada vida, eu, continuarei aqui, na minha angústia infinita, sem ter, sem poder, cheia de desejos, cansada de tudo é de todos,

nesta que será minha última crônica do ano de 2021. Não sei exatamente o que dizer... Tantas coisas que aconteceram, umas importantes, outras menos, porém, cada uma com o seu peso e contribuição nessa sociedade de aparências. 

Como já dito anteriormente em outras crônicas, odeio falar de política, não vou comentar sobre esses déspotas nesse último texto. Quero falar de qualquer outra coisa que nem eu mesma sei... Típico de mim essas coisas. Quem me conhece já se acostumou com minhas loucuras. "Olha que não são poucas".

O universo continua lindo, maravilhoso, expandindo beleza para todos os lados. Os seres de outros planos aguardam ansiosos por nossa evolução planetária e ascendência dimensional. ( cá para nós ... Difícil de acontecer tal evolução, né! ) mas, enfim, em meio a tanto regresso nas mentes transgressoras, existem aquelas que transcendem a própria existência, revelando-se superiores e indignos dessa terceira e prisioneira dimensão a qual vivemos. No quadro evolutivo estamos atrasadíssimos, eu, e tantos outros criamos conjecturas de que o ser humano finalmente fosse evoluir depois da pandemia, tola que eu fui acreditar.

O meu coração está, como posso dizer, disponível no momento, mas, antes de entrar em qualquer relacionamento, bata na porta primeiro, mostre boas e sinceras intenções. Após exaustiva análise, talvez eu abra, caso não tenha gostado das condições impostas, procure outro coração cujas janelas estejam abertas para que possam pular.

O ano passou rápido, não percebemos nada, nossos olhos viram sombras a correrem para todos os lados. Sou extremamente grata por tudo isso, principalmente pelos fatos ruins, sim! Ruins! E por que não... Eis o combustível da minha escrita maluca... Sempre fui movida pelas tragédias pessoais e humanitárias, a dor que te machuca, é a mesma que alimenta a literatura dessa insana metida a jornalista.

Agradeço de coração aos amigos, Alberto Lispector, por todo apoio e encorajamento, e pela coragem do Tiago Pena me convidando a fazer parte de mais esse projeto. Ocupei espaço demais em seu blog... Agradeço principalmente pela liberdade que tive de poder falar e escrever sobre qualquer assunto, sem rodeios. E que venha 2022, trazendo energias melhores, e que os seres humanos possam encontrar o caminho da iluminação. 


"Luise Batiliere".


(L. B )



domingo, 19 de dezembro de 2021

Crônica.

 



 ENFIM CHEGOU!


   Mais um fim de ano, cheguei a pensar que talvez nem estivesse aqui, foram tantas as coisas que aconteceram, houve momentos em que achei que fosse o meu fim, mas... Aqui estou, até este momento, graças ao bom Deus. Quantos amigos meus ficaram pelo caminho, vidas que foram ceifadas por esse monstro invisível. Amigos que não tiveram chances de se despedirem, nem mesmo um velório, muitos partiram sem direito ao último adeus. Rios de lágrimas que foram derramados, ainda transbordam por aí.

    Mais um fim de ano, nada de extraordinário foi feito no cenário político brasileiro. Não era mesmo para esperar muita coisa de um parlamento covarde, devido às circunstâncias alarmantes, não progredimos. O salário não subiu, a inflação aumentou extraordinariamente, tudo sendo alavancado pelos reajustes constantes dos combustíveis, carnes, alimentos, e por aí segue. E não adianta jogar a culpa no presidente da República, já ouviu aquele ditado onde se fala; " Uma andorinha só não faz verão".  Pois bem, é isso. Digamos que o presidente é uma andorinha solitária em meio a muitas andorinhas egoístas e egocêntricas.

   Mais um fim de ano em que velhas notícias e promessas ganham cara de nova. Velhos erros que se repetem... De quem será a culpa dessa vez? Não tenho muitas esperanças com o mundo, basta observarmos a guerra comercial - que há tempos já vem se desenrolando no cenário mundial entre América e China. Lá fora, as coisas não caminham bem, os países desenvolvidos passam pelos mesmos problemas que nós, as mesmas dores, causas semelhantes. Economia recuando, preços em alta, falta de insumos, enfim, é o que temos para o momento. Me arrisco a dizer que estamos no mesmo barco sujeitos as tempestades universais, mas, com uma certa vantagem.

   Mais um fim de ano... Trabalhoso como nunca foi antes, doloroso na mesmíssima proporção do desespero. O que nos aguarda? Pelo menos nessa reta final. Embora os meus amigos de redação não acreditem em grandes acontecimentos, tenho lá minhas dúvidas. Tudo é possível. Considerando que verdades são escondidas, enquanto mentiras são vestidas de verdades. A verdade aparecerá, nem que seja completamente despida. Essas coisas não tem nada a ver com teorias da conspiração e tal... É o simples fato da desinformação, do acobertamento de verdades absolutas em face de repetidas mentiras contadas todos os dias. Vivemos essa exata fase tão complexa de nossas vidas.

   Mais um fim de ano. Dou por encerrada minha participação nesse projeto em colaboração com a Luise e o Tiago. Foi um ano intenso onde trabalhamos em conjunto escrevendo crônicas sobre os mais diversos assuntos. Agradeço poder fazer parte nesse projeto. Tive a liberdade de explanar os assuntos da minha preferência, sem ser censurado ou impedido, escrevi com liberdade, como nunca em outras redações. Desejo a todos um belíssimo fim de ano, a Luise Batiliere, jornalista fantástica, de uma escrita forte é uma beleza única. Tiago Pena, idealizador do projeto, Grande poeta, filósofo e prosador. E a cada leitor que durante esse ano pousou os olhos nestas despretensiosas crônicas de domingo. Desejo-lhes um fim de ano agradável tanto quanto possível. 


"Alberto de Andrade Lispector".


( A. L)


O ESPELHO.

                  Do lado de dentro o vento está rugindo furioso, saindo para o lado de fora pelas frestas da janela.            Do lado de ...