domingo, 11 de setembro de 2022

CRÔNICA DE DOMINGO.

 



  DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA.


   Quarta-feira.

   Nuvens carregadas, chuva, frio, o som de trovões ao longe. O relógio na parede marcava nove horas em ponto, os ponteiros correm frenéticos nesta data tão importante de independência. É um marco histórico para todos nós brasileiros. Comemoramos duzentos anos da independência do Brasil.

   Quarta-feira, manhã.

   O celular despertou às seis horas em ponto, acordei não querendo levantar, a minha esposa também despertou ao primeiro toque do celular, enquanto eu permaneci debaixo dos cobertores, ela levantou de um só pulo, afinal, há muitas coisas importantes para serem feitas nessa primeira hora.

   Quarta-feira, manhã, feriado.

   Após levantar, agitadíssima por sinal, minha esposa começou na sua, 'correria', se é que posso dizer assim. Tomou um banho para ajudar a despertar, trocou-se, colocou a sua camisa verde amarela. Sem perca de tempo ganhou a cozinha e foi passar o café, nesse interin de coar essa bebida tão brasileira, tratou de arrumar a sua bolsa, colocou os lanches, água, suco, lenços verde amarelo, bandeira do Brasil. Tudo pronto. Levantei logo em seguida que o aroma do café ganhou o quarto, levantei trôpego, troquei de roupa lentamente, peguei carteira e chave do carro, fui para cozinha tomar o café junto com ela.

   Quarta-feira, manhã, feriado, Deus.

   "Que Deus abençoe nossa nação", eu disse a ela enquanto tomávamos o café, ela respondeu, "Amém". Minha filha levantou-se em seguida, mais dormindo do que acordada, comeu alguma coisa enquanto minha esposa fazia uma revisão em sua bolsa. Peguei a carteira, chave do carro, liguei o possante, deixei-o esquentando, carro a álcool é assim, logo em seguida partimos, primeiramente para outro bairro aqui da cidade, fomos até a casa de nossa pastora, já estava no portão nos esperando, camisa verde amarela, bandeira, bolsa. Partimos para o ponto de encontro, ao chegarmos, tudo lotado, ônibus, pessoas, polícia, pessoas do exército, movimentação grande, prontos para irem para Avenida Paulista, deixei a esposa e nossa pastora e voltei com minha filha para casa. Embora seja feriado, eu teria que trabalhar à tarde.

   Quarta-feira, manhã, feriado, Deus, Pátria.

   A nação vestiu-se de verde e amarelo, crianças, idosos, homens e mulheres, todos comemorando o bicentenário da independência do Brasil. Todos unidos em um mesmo ideal de liberdade, em uma sintonia de desejo pela renovação da paz interior. A avenida Paulista de uma ponta a outra estava congestionada, não de veículos, mas, de pessoas, de patriotas que ardendo de amor pela nação. Valendo ressaltar que o patriotismo não é uma bandeira política, e sim a identidade de todo um povo. A alegria na face das pessoas era contagiante, "disse minha esposa depois", misturada em meio ao mar de pessoas e bandeiras. A festa era verde, amarelo, do povo para o povo.

   Quarta-feira, manhã, feriado, Deus, Pátria, família.

   A multidão que tomou a Paulista não foi de desordeiros, nem de pessoas armadas querendo reivindicar alguma coisa, 'como haviam dito alguns'. Muito pelo contrário do que foi noticiado semanas e até mesmo meses anteriores, aquela multidão é a representação da alma do brasileiro, exercendo o seu livre arbítrio de comemorar e de escolher como comemorar. Não sei quantas pessoas estavam presentes, também não importa, era um mar de pessoas. Essa crônica não é a respeito de direita ou de esquerda, é sobre o Brasil, ordem e progresso para o futuro de todos, amor a bandeira, o renascimento do patriotismo. Independente do seu partido político, do seu livre direito de escolha, saiba que, somos uma nação forte, um gigante que despertou.

sábado, 3 de setembro de 2022

CRÔNICA DE DOMINGO.

 



    UM LIVRO DE TIRAR O FÔLEGO.


   A crônica de hoje será uma breve pincelada sobre um grandioso livro, dedicarei esse tempo para lhes mostrar a impressão que tive do respectivo livro, lido, por ocasião desses dias, achei que aspectos da trama são peculiares com tudo o que está sendo descortinado em nossos dias. A literatura é um importante instrumento de libertação, livros bons são mais do que janelas, tornam-se portas abertas para novos mundos.

   Sendo assim, passemos adiante.

   Terminei de ler 1984, do escritor norte americano, George Orwell, sem nenhuma dúvida, um belíssimo livro de tirar o fôlego,  terminei-o em uma semana eu acho, ou menos. Em outras ocasiões eu já havia lido George,  A revolução dos bichos, outro livro de tirar o fôlego. No entanto, 1984 estava na minha lista há tempos, somente agora que consegui lê -lo, confesso que estou arrependido de não tê-lo feito anteriormente.   

    A primeira impressão foi maravilhosa, já digo de antemão. 

    O livro é um romance distópico publicado em 1949,  ambientado na (anteriormente conhecida como Grã-Bretanha), agora, uma província do superestado da Oceania, em um mundo de guerra perpétua. Esse superestado está sob o controle da elite do Partido Interno, um governo que perseguem o individualismo e a liberdade de expressão como sendo "crime de pensamento", que é aplicado pela "Polícia do Pensamento".

   Winston é o protagonista do romance, no livro o mundo todo está dividido entre Eurásia, Lestonia e Oceania, países que, supostamente vivem em uma guerra sem fim. O foco narrativo é no protagonista, vivendo debaixo dos olhos do grande Irmão, presente em todas as partes controlando a vida de e a liberdade de todos. Winston é o responsável por falsificar notícias antigas, de revistas e jornais, modificando a história, já passada, conforme a vontade e as ideias do partido. 

   O narrador traz você para dentro da trama, de modo que não conseguimos parar de ler, é impossível não fazer comparações com o que estamos vivendo atualmente, a impressão que tive é de que o livro foi escrito nesse tempo e para essas coisas. Enfim, continuando, a única necessidade de Winston é de ter contato verdadeiro com as pessoas, vivências humanas melhores, autênticas, sem medo de expor as idéias e ser pego pela 'polícia do pensamento'. No livro, a sociedade é completamente dominada, nada e nem ninguém escapa dos olhos do grande irmão, olhos esses, não só presentes nas 'teletelas', bem como no olhar de cada cidadão, alienado ao sistema autoritário.

      O grande irmão "representa", mas, não é a perfeição, ele exige das pessoas a lealdade máxima, não pelo respeito que as pessoas deveriam ter, e sim pelo extremo medo de serem mortos ou mandados para o campo de trabalhos forçados. A dinâmica do trabalho de Winston acaba sendo um trabalho forçado e controlado sem nenhuma possibilidade de escolhas, a coisa toda tem de ser feita para que o passado seja desfeito, na sua própria cabeça e das sociedade como no todo.

       O grande irmão, no livro, representa não uma pessoa na qual está concentrado todo o poder, e sim, em um sistema totalmente controlador, pronto a esmagar quem o confronta e o contesta. Não vou dar mais detalhes do livro para não lhes tirar o prazer de descobrir saboreando cada página.

        Recomendo fortemente a leitura desse livro, e que cada um busque cada vez mais ler, ocupar a mente com coisas boas, alimentar o intelecto de informações saudáveis que lhe fará um cidadão melhor a cada dia.



   

domingo, 28 de agosto de 2022

ENTÃO FICO PENSANDO...

 



CRÔNICA DE DOMINGO.


   Então fico pensando...

   Afinal, o que está acontecendo com a nossa sociedade? Às pessoas não parecem as mesmas, tudo muda tão rapidamente que é quase impossível perceber o que de fato aconteceu. O mundo parece estar dividido em antes da pandemia e depois dela. Vejam que às atitudes mudaram, não como imaginávamos, porém, existe certa aspereza no trato de uns para com os outros.

    Quem esperou por pessoas mais humanas, depois de tantas perdas e sofrimento, decepcionou-se, ao que parece uma grande parcela do público adquiriu um egoísmo  próprio.

    Seria tudo intencional? 

    Às vezes fico pensando nessas coisas. Não sei exatamente o que pode verdadeira ter acontecido nos bastidores, imagino mil coisas, de erros humanos até mesmo vingança da natureza contra nós.

   Outro ponto delicado...

   Dois lados opostos, a representação do bem e do mal, do certo e do errado, enfim, todo cidadão é levado a uma escolha que deve ser óbvia para ele como sua única verdade absoluta. Observo que às análises de ambos os lados são ácidas, ferozes, por vezes, até agressivas. Um dos lados tende a representação oposta ao outro, quando na verdade, o outro é que reflete no oponente suas atrocidades. A política tornou-se  nisso, meus amigos, depois do inimigo microscópico, invisível, porém, letal, todas as coisas passaram a ter um significado novo. Contudo, vale salientar que ainda existe esperança, embora pareça improvável, é teoricamente possível eleger homens e mulheres de integridade inviolável.

   Outro detalhe crítico...

   Existem àqueles que se acham além do bem e do mal, justamente por terem o poder das leis e serem autoridades sobre os outros, com isso pensam que são intocáveis, acreditando na infalibilidade de seus juízos sobre os demais. Definitivamente não há equilíbrio em nenhuma das partes, nem consensos, tão pouco pontos em concordância. É praticamente impossível realizar um diálogo com esses grupos. Me pergunto quando tudo isso vai acabar, em qual instante da história, se é que haverá um momento de trégua e apertos de mãos, de trabalho em conjunto. Manter-se em silêncio em algumas das vezes é sinônimo de sabedoria, é necessário ouvir mais e falar menos, e não expôr ideias de qualquer maneira. Ainda sim, a presente crônica é a exposição de um profundo sentimento de dor, uma ideia ainda perdida no baú da memória.

   Outra coisa a refletir...

   No princípio havia o homem, a liberdade que o rodeava de delícias, porém, tendo de tudo, sentia-se só, então foi-lhe dado o osso de seus ossos e a carne da sua carne, para com essa dádiva maravilhosa se sentisse completo. No jardim de delícias, o homem duplicado no seu oposto, estava como todos os demais pares, na mesma igualdade, contudo, ele e ela tinham o domínio completo da criação e do jardim. O livre arbítrio, o direito de escolha foi um presente precioso, a única coisa que ele deveria fazer é escolher o certo diante de toda perfeição. Mas, assim como o primeiro homem que tendo o paraíso diante dos olhos escolheu a única coisa que lhe foi instruído a não obter, e foi justamente essa escola, o objeto da sua ruína. Não foi diferente durante o curso da história e nem será agora conosco. Ainda temos o livre arbítrio, não habitamos mais o paraíso, mesmo assim, as nossas escolhas poderá nos levar direto ao objeto completo da ruína.



O ESPELHO.

                  Do lado de dentro o vento está rugindo furioso, saindo para o lado de fora pelas frestas da janela.            Do lado de ...