terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

RESENHA.

   



APÓCRIFOS E PSEUDO-EPÍGRAFOS DA BÍBLIA. 


Há um ano atrás, iniciei a leitura do primeiro volume dos Apócrifos e pseudo-epígrafos da Bíblia sagrada. Foi um período intenso, de descobertas maravilhosas nas 881 páginas deste fantástico livro. Os apócrifos são livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs, nos quais os líderes e a comunidade cristã não se reconhecem como Escritura Sagrada e, portanto, não foram incluídos no cânon bíblico. 

Resumir resenhar cada livro desse primeiro volume seria escrever outro, tamanho o volume que teríamos. 

O primeiro volume é dividido em cinco partes. A primeira parte, contém os textos Judaicos e Pseudo-Epígrafos, com livros, de " O primeiro livro de Adão e Eva, livro de Enoque ao livros dos Jubileus''. Contando mais de trinta livros somente nessa primeira parte.

A segunda parte fala dos livros da infância de Jesus ao Evangelho Pseudo-Tomé, que também contém narrativas da infância do Salvador.

Na parte três, temos os Evangelhos, Apócrifos. Que vai de Tiago ao Evangelho Valentino, contando mais de doze livros, tendo entre eles a descida de Cristo ao inferno ( Versão Grega e Latina ).

Na parte quatro, a mais extensa, temos as epístolas. Que tem início com o ciclo de Pilatos ao Didache, "O ensino dos doze Apóstolos". Somando quase quarenta livros. 

A quinta e última parte fala dos Apocalipses. Contendo sete livros apocalípticos. Baruch, Adão, Abraão, Moisés, Elias, Pedro e Tomé. 

Alguns livros são enormes, de leituras maçantes, já outros, leves e de fácil compreensão.

Os apócrifos são o resultado da tradição oral dos primeiros crentes da era cristã, tornaram-se importantes documentos reveladores do modo como vivia e pensava uma grande parcela da cristandade, cuja voz foi abafada pela igreja oficial. Reunidos em três volumes, com inúmeros livros em cada, temos a oportunidade de aprender um pouco mais da Cultura da época. Aconselho e encorajo aos amantes da leitura essa fascinante jornada nas páginas destes preciosos documentos históricos. 

Sigo agora no início da minha segunda fascinante viagem no segundo tomo. O meu desejo era detalhar cada livro, resenhar a riqueza de cada um, mas, como seria um árduo e massante trabalho, não o fiz. Minha esperança é que o seu interesse desperte e que comece o quanto antes essa grande jornada.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

CRÔNICA DE DOMINGO.

 



     LETRAS TRAIÇOEIRAS EM NOITES ESCURAS.

    Estou completamente vazio, sem ideias. Nenhum resquício de pensamento ou qualquer coisa válida que se possa comentar. Não é comum, isso lhes garanto. Tão pouco é falta de inspiração, na prosa, principalmente na crônica, trabalhamos com os prazos, literatura sob pressão, inspiração é campo da poesia. Acontece que os dias têm sido difíceis, para não dizer insuportáveis, posso até estar sendo exagerado, dramático demais como diz minha amiga de trabalho, Vanessa. Até concordo em certos pontos, porém, a coisa toda é bem mais complexa, profunda, envolve sentimentos, dor, decisões, tantas coisas que não sei nem por onde começar.

   O que quero tornar evidente para todos é o meu descontentamento, com tudo, com o curso da minha vida até o presente momento. Não sei exatamente o que dizer quando me perguntam sobre planos e tal... Fico sem resposta, ou, com um nó cego na garganta com essa falta de perspectiva e possibilidades. Que o mundo está um caos não é novidade, pelo menos para aqueles que realmente conseguem enxergar as coisas como realmente são. Desejei o que jamais pude ter, é tão verdade que por esses devaneios psicológicos me tornei poeta também. Mas até nisso me decepcionei.

   Falando assim, a primeira impressão que fica é de que sou um pessimista, catastrófico e tal, talvez eu seja mesmo, confesso, mas... Cá para nós, com o mundo na atual situação, não é para menos. Há momentos na vida em que tudo parece dar errado, é aquela situação de quase desespero. Pois bem, caríssimos amigos, me vejo em uma situação semelhante. Trabalho, casa, negócios, finanças, enfim, não consigo acertar nenhuma flecha no alvo. Quando eu chego nesse patamar de tristeza profunda, me entrego de corpo e alma a literatura - é minha válvula de escape - crônicas, poesia, prosa. Me derramo por completo, porém, neste momento, estou em um deserto das próprias palavras. Letras traiçoeiras em noites escuras.

  E por falar em "noites traiçoeiras", esse é o título do meu novo romance, estou perto da conclusão, mas... É justamente esse final que está enroscado. Talvez eu demore algumas semanas para finalizar. Eu tenho outros trabalhos em andamento, poesia por exemplo. Todos esses livros, depois prontos, são postados na plataforma de escrita do wattpad, aqueles com contas por lá é só procurar por ( Macedo Pena ) e você terá toda a lista de meus livros. Tenho outros projetos literários em mente, para um futuro próximo, pelo menos assim espero, como dito anteriormente, sou constantemente solapado por crises depressivas. Crises essas cada vez mais frequentes.

    Outra ocupação que traz equilíbrio na minha vida, o que me dá tanto prazer quanto escrever, é a leitura. Tenho que ler todos os dias. É como tomar café, almoçar e jantar. Atualmente estou lendo cartas de um diabo ao seu aprendiz. De C.S Lewis, livro maravilhoso, é o que eu posso dizer, depois de concluir a leitura talvez eu lhes traga uma resenha. Enquanto o mundo caminha a beira do abismo, prestes e despencar, nós, meros mortais, seguiremos as nossas vidas tranquilos, como se nada estivesse acontecendo. A exemplo dos músicos no filme do Titanic, tocando suas belas canções em meio ao caos.


domingo, 6 de fevereiro de 2022

Crônica.

   


  O ESPINHOSO CAMINHO DA LITERATURA NO BRASIL.


   Confesso que está cada vez mais difícil o caminho da literatura, escrever é uma realidade muito diferente da de ser publicado, viver daquilo que você escreve e publica é quase uma utopia. Sabemos que os brasileiros em geral leem pouco, por isso o mercado livreiro é tão pequeno, aliado a baixa procura de livros, poucas bibliotecas e custos altos, fica quase inviável altos investimentos. A consequência disso é que temos mais prestadoras de serviços do que editoras tradicionais, são pouquíssimas as editoras que bancam todo o custo de um livro, mesmo as que o fazem, preferem nomes conhecidos do público, como uma garantia de venda. Considerando todas as circunstâncias de nosso país, não os culpo pelas estratégias tomadas, é necessário para se manter vivo no mercado.

    Outro caminho interessante são as publicações independentes, plataformas como clube de autores e outras. Nessa modalidade de publicação, gratuita, toda parte de 'construção do livro fica por conta do autor', inclusive a definição do preço final. O que facilita para quem deseja ver seu trabalho impresso. Essas plataformas estão cada vez mais sofisticadas e inovadoras, trazendo opções diferentes para os seus autores. Parabenizo cada uma pelo belíssimo trabalho que desenvolveram e tenho esperanças de que essa ideia ganhe e cresça cada vez mais.

    O livro, deveria ser uma paixão nacional, penso eu, se assim fosse, teríamos mais bibliotecas do que bares, mais intelectuais do que bêbados urinando em postes. Se o livro fosse uma paixão nacional, gostaríamos mais tempo devorando páginas do que tempo perdido correndo o dedo na tela de um celular ou assistindo noticiário tendencioso e desinformativo. Se o livro fosse uma paixão nacional, haveria, inclusive, nos supermercados - isso mesmo que você leu - haveria uma seção somente de livros ao invés de duas três de bebidas, não somente alimento para o corpo mas para o intelecto também. E com toda a certeza, os nossos livros seriam mais parecidos com tijolos. Não que os menores não tenham seu valor, cada um é uma pérola, porém, em uma nação onde leitura é uma paixão, a tendência é justamente de se ter livros no estilo, " Montanha Mágica", "Viva o povo Brasileiro".

    Os livros digitais também ganharam o seu espaço. Em um mundo cada vez mais tecnológico e digital, não era para menos. As grandes e tradicionais editoras também compartilham os seus títulos em versões eletrônicas, disponíveis para aqueles com tempo e disposição escassas, podendo carregar uma biblioteca inteira por aí. Aos amantes do livro físico, do cheiro de papel impresso, nada se compara.

    Voltando ao raciocínio inicial, está cada vez mais, 'espinhoso', o caminho da literatura no Brasil. Os escritores, no geral, necessitam de outro emprego para pagar as contas, é quase impossível viver única e exclusivamente de literatura. Escritores são profissionais como quaisquer outros. Deveriam ser reconhecidos como tal. Tenho esperanças de que um dia isso possa acontecer, de que nós, escritores, tenhamos o reconhecimento ( trabalhista ) merecido e garantido, com direito a férias e tudo mais. Enquanto esse milagre não acontece, temos que fazer malabarismos para produzir nossas histórias. É muito mais do que simplesmente colocar palavras no papel, é uma paixão, amor que transcende o próprio entendimento.


O ESPELHO.

                  Do lado de dentro o vento está rugindo furioso, saindo para o lado de fora pelas frestas da janela.            Do lado de ...