domingo, 16 de janeiro de 2022

CRÔNICA DE DOMINGO.

 




COMEÇO NEBULOSO.


Chuvas torrenciais em Minas e Bahia, secas em reservatórios de São Paulo, alguns estados em excesso de água trazendo destruição, enquanto outros com escassez tendo que fazer racionamento em muitas cidades. Logo mais tudo isso vai mudar. Esses períodos de contrastes entre seca e chuva, ganho e perda, são recorrentes em nosso país, não é a primeira vez que acontece, desde que Cabral chegou por aqui que é assim, e não será a última vez que acontece. Anormal mesmo é o fato de governantes e governados, mesmo sabendo que cidades e cidadãos não estão preparados para os extremos da natureza, nada fazem de concreto para, pelo menos, tentar mudar hábitos ruins, deixar de agredir o meio ambiente. Pouco se importam com o que está acontecendo.

 O que preocupa de verdade o brasileiro,  pelo menos uma boa parte deles, é a aproximação do carnaval. Embora a Ômicron seja uma realidade tão presente assim quanto a preparação dos blocos carnavalescos de cantores famosos, ela não preocupa tanto a cabeça dos foliões quanto não for possível desfilar em plena avenida. Dizem que não há necessidade de preocupação, uma vez vacinados pela... Espera um pouco .... Acho que, enésima vez, tudo bem. Estaremos vacinados e devidamente protegidos sem a menor possibilidade de sermos infectados pela... Espera ... Acho que quinta vez.

   No começo de Janeiro, o tempo não para, tudo corre em uma velocidade anormal. Vivemos a tirania do tempo, escravizados pelo relógio, acorrentados aos nossos inúmeros afazeres diários. Trabalho, mais trabalho, reuniões, isso, aquilo outro. Não paramos um segundo, não vemos o sol nascer, nem o seu ocaso. Poucos param para observar as estrelas, e quando fazem, são chamados de lunáticos e tantas outras coisas. Não conseguimos perceber o perfume das flores, nem sua beleza. A vida inteira se define pela corrida desenfreada atrás do tempo. É a tirania do relógio.

   Estou apreensivo com o que poderá acontecer, uma vez que, todos os caminhos apontam para um iminente 'desastre'. Vivemos tempos únicos, o país caminha tranquilamente a beira do abismo, sem muito cuidado segue o seu curso rumo ao infinito. Engraçado que ninguém aponta o dedo para si mesmo como culpado de estar na trilha do caos. Cada um aponta o para o próximo dizendo; 'é ele', é àquele', enfim, é todo mundo mas não é ninguém. Passei, de tempos para cá, apontando o dedo para o espelho e dizendo: 'É você o culpado'. Segue a dica, tem funcionado muito bem. O cara do outro lado do espelho que se vire para consertar os seus erros.

   Sei que para muitas coisas existem diferentes possibilidades. Independente de qual seja o caminho, que não seja à beira do abismo. Somos uma nação poderosa, gigantesca, com um povo forte e guerreiro que nunca desistiu de seus sonhos. Tenho certeza que o meu povo não vai se entregar aos erros, às mentiras, às falsidades. Que cada um pense, com cuidado e zelo, uma vez tomada e executada a decisão não terá como voltar atrás. Ou se faz o certo hoje e agora, ou não teremos um amanhã para repousar.


domingo, 9 de janeiro de 2022

ILUSÕES PERDIDAS.



( Crônica )

 ILUSÕES PERDIDAS.


     É uma coisa absurda o que está acontecendo no Brasil, no meu ponto de vista, completamente absurda. Temos uma pandemia em curso, com um vírus que a cada semana sofre uma nova mutação, como se não bastasse, outra mutação do vírus da gripe, e a única preocupação de boa parte dos brasileiros é o Carnaval. Vez e outra me deparo com pessoas ansiosas com as possibilidades de blocos, sambódromo, fantasias, isso, aquilo outro, desfila assim, com essa ou aquela máscara, e no meio da conversa, crítica a todos que são contra o carnaval. É muito comum depararmos com situações semelhantes por aí. Estamos no começo do ano, nos primeiros passos de uma longa caminhada.

   É um começo de ano chuvoso em muitos lugares, extremamente quente durante o dia com pancadas de chuvas a tarde. Mesmo chovendo constantemente, os dias permanecem quentes. A chuva, na medida correta, é muito bem vinda nesse início de ano, uma vez que a maioria dos reservatórios estão a níveis críticos, quanto mais chuva melhor. Entretanto, existem os dois lados da situação, a mesma chuva tão necessária aqui no estado de São Paulo, no estado da Bahia está causando inundações, desastres e mortes. É perceptível como a natureza trabalha em desequilíbrio, e nem é preciso dizer que o culpado é o homem com todas as agressões à natureza.

    O que ocupa mesmo a cabeça de muitos Brasileiros são as festividades que se aproximam. O enclausuramento dos anos anteriores deixou a muitos um tanto que, excessivamente impulsivos quanto à própria liberdade. Para mim, o fim de ano com toda a movimentação anormal é a prova do que estou dizendo, mostra esse anseio pela liberdade, em retomar uma vida normal. Eu sei, e muitos também sabem que não teremos o 'normal' de volta, nos mesmos moldes de outros anos, 'esse normal' por sua vez, está de roupagem nova, em padrões diferentes e pouco admiráveis.

     Outra coisa que será muito discutida, pelo menos nesse ano, é a política. Estamos em um ano eleitoral, eu nunca vi tantas pessoas interessadas e discutindo assuntos relacionados a política. Não é preciso dizer que a nação está... Como posso dizer ... Dividida. Muitos não concordaram com essa colocação, mas se analisarmos bem, perceberemos essa 'diversidade' de opiniões. Todo cidadão com direito a voto é livre para fazer a sua escolha, conforme a sua consciência mandar. Digo mais; ninguém é obrigado a dizer em quem vai votar, se nesse ou naquele. O segredo é um direito seu, e nos tempos que estamos vivendo, é sábio usá-lo.

    Esse será um ano de grandes acontecimentos, expectativas enormes, sonhos grandiosos. Tenho os meus, as minhas dúvidas, incertezas, esperanças e desesperanças, minhas ilusões perdidas. O nosso coração é apenas um pequeno barco nesse mar. Navegar é preciso, ainda que o mar dessa vida se mostre revolto. Haverá o momento em que o sol aparecerá, os dias virão com flores belíssimas e cheias de perfumes. Também é sábio lembrar que no meio do caminho, entre o verão e a primavera, teremos um outono de turbulência e o rigor do inverno. Mas isso não é motivo para tanto desespero, afinal, tudo na vida passa, só o amor que permanece.

MOSAICO DE SENTIMENTOS NUS.

          CONTO.          As janelas do castelo estavam abertas, escancaradas ao público de modo que era possível vislumbrar o lado de dentr...