domingo, 6 de novembro de 2022

CRÔNICA DE DOMINGO.

 


O JOGO SÓ ACABA COM O APITO FINAL.


    Vivemos uma revolução? 

    Pessoas ganham as ruas junto aos caminhoneiros, protestos e caras pintadas, gritos, palavras de ordem ardendo em dissonantes e frenéticos gritos. Do outro lado, andam dizendo que aqueles que figuram nas beiras das rodovias são desordeiros, fascistas e bagunceiros, dentre outras designações negativas, não me parece que são o que está se falando. É de fato um movimento popular brasileiro, nascido de uma indignação perante atitudes cometidas pelos mandatários do pensamento da jurisprudência. O resultado entre um e outro na disputa pela cadeira maior, foi no mínimo descompensada unicamente para um lado, enquanto o outro foi duramente reprimido, atacado e desacreditado.

    Os dias se escalam cada vez mais tensos, a sensação de que estamos à beira de um grande abismo prestes a cair é cada vez maior, caminhando sem ter como se distanciar desse enorme precipício. A confusão e o caos social se alastra como fogo em folhas secas, a cada hora notícias aterrorizantes tomam as nossas mídias de assalto deixando o coração em descompasso. Começou pequeno, no domingo, logo após o resultado das urnas. Tão prontamente os caminhoneiros se organizaram e iniciou-se a paralisação nas rodovias pelo país, aqui, alí e acolá. Já no decurso da segunda-feira, quando a ala vencedora ainda comemorava, o que pareceu um pequeno movimento começou a agigantar-se, e ainda ganha corpo pelo Brasil.

    Os movimentos e protestos estão fermentando a massa popular cada vez com mais força, multidões de verde e amarelo, com bandeiras e caras pintadas figuram na frente de quartéis militares em coro. A ala direita do movimento contesta os resultados, dizendo que não foram justos, que, de alguma forma, houve erros e manipulações nas urnas por meio de algoritmos específicos. A esquerda se defende dizendo que foi uma escolha legítima e democrática, enfatizando a segurança no processo eletrônico, ressaltando a necessidade do presidente reconhecer a derrota. Concernente aos protestos e pedidos de intervenção, não me parece que este se fará como deseja o povo. Não sou especialista no assunto relativo a leis e constituição, não sei bem o que dizer.

    Analisando o cenário cuidadosamente, nesta já, sexta-feira, embora pareça cada vez mais distante da realidade o que o povo tanto clama nas ruas, no entanto, olhando por outro ângulo, tenho esperanças para que algo grandioso aconteça, e isso é renovador. Sei que muitos estão desacreditados que pedir para acionar esse ou aquele artigo com essa ou aquela finalidade vá resolver. Independente do quê, e como peçam, sabemos que a vitória não se dará da maneira fácil. Por favor, não sejamos pessimistas, não vamos jogar agora fria em ninguém. Eu sei com o pouquíssimo que conheço da constituição de 88, não haver espaço nela para acionar certos artigos citados, assim, ao vento, no entanto, caso apareça, repentinamente, provas irrefutáveis de uma fraude, acredito que isso possa mudar tudo. O melhor a ser feito é se posicionar ( espero que você tenha entendido ) e esperar, uma vez que as esferas superiores do poder estão em um mesmo entendimento de reconhecimento do resultado das eleições, não abrindo espaço para contestações, provocá-los de maneira inteligente dentro das quatro linhas é cabível. 

    Caros amigos e amigas, o tempo de se ter feito alguma coisa não passou, ainda é possível agir, algo pode ser feito... Estamos na última hora, sei o quanto é perigoso. 

     Pergunto novamente: A esquerda ganhou? 

     Às vezes, depois dos quarenta e cinco do primeiro tempo de um jogo, com um placar extremamente desfavorável pôde ser obtida vitória, maluquice, sim, concordo, porém, perfeitamente possível.

      O jogo só acaba com o apito final.

domingo, 30 de outubro de 2022

CRÔNICA DE DOMINGO.

 


      ALGO NUNCA VISTO.


       Como avaliar a situação atual? 

       É praticamente impossível realizar uma análise correta, coesa e justa. Considerando que existe um desequilíbrio pulsante de ambos os lados da balança. A situação foge da compreensão, atitudes arbitrárias, descontrole emocional, enfim, são muitas as variáveis a serem calculadas. Aquele Brasil de antigamente, onde o assunto principal em qualquer lugar era o futebol, parece ter ficado no passado. Poucos sabem dizer os nomes dos jogadores que participaram da copa do mundo neste ano, por outro lado, estes mesmos, estão afiados quando o assunto é política. São tempos diferentes em um novo mundo. Nunca se viu o que agora figura em nossa nação, não se imaginava tamanha participação do povo em assuntos que antes eram exclusivos de deputados e senadores.

Pautas, leis, emendas, constitucionalidade, enfim, tribunais superiores e seus julgamentos, antes, completamente ignorados, porém, tão aguardados e assistidos nos últimos tempos. Realmente vivemos uma nova realidade.

      É difícil avaliar a situação justamente pela forte polarização política existente. Muitos desejam falar, impor a base da caneta, e não estão interessados em ouvir o outro lado, nem o próprio povo, a não ser que o que fala seja do mesmo clã. Sendo contrário, será quase impossível tecer um diálogo amigável e pacífico. 

        Hoje é domingo, segundo turno das eleições presidenciais, muitas coisas importantes aconteceram nesse período, algumas, possivelmente desagradáveis. Essa crônica está sendo postada durante o período da manhã, não tenho a mínima ideia de quem vencerá as eleições, ( só para pontuar, as pesquisas apresentadas não me convenceu para nenhum dos lados ). Logo mais, no finalzinho da tarde, encerra as votações, quando a noite começar a despertar, teremos o final das apurações das urnas eletrônicas. No mais tardar, lá quase pelas oito da noite, acho eu, teremos o resultado de quem governará a nação por mais quatro anos. 

         Quem será o felizardo? 

         Realmente não sei.

         O meu candidato? O seu candidato? Quem sabe?

         Terminarei a crônica contando a história de um certo concurso de beleza ocorrido na selva, onde o gambá resolveu disputar. O seu desejo de vencer o concurso era tanto que ele combinou com o macaco e fez uma tremenda armação para levar o concurso como ganhador. Mesmo sendo o animal mais feito, fedido, usurpador de galinheiros, enfim, nada nele condizente com requisitos de potencial de vitória, mas, como combinado com o macaco e arquitetado todos os pormenores, estava pleno de que ganharia. O pelicano, com suas penas belíssimas, com todo o seu porte, era o favorito sem dúvidas. Quando o concurso estava para finalizar, apareceu um convidado diferente no alto de uma árvore. 

          Era a onça.

          Ela olhou para o macaco, quando este se preparava para finalizar a armação. A onça o encarou, apontou-lhe uma das garras afiadas como se dissesse: Cuidado com o que você vai fazer, macaco, eu estou de olho.

            Enfim amigos, tenho apenas a desejar uma boa e tranquila votação para todos nós, não fiquem em casa, não votem em branco ou anulem. Faça a sua escolha exercendo o seu direito democrático de decidir quem será o vencedor.

             

domingo, 23 de outubro de 2022

CRÔNICA DE DOMINGO

 


TEM UMA PULGA ATRÁS DA MINHA ORELHA.


   Por mais que eu queira acreditar que no final dará tudo certo, fica aquela insistente pulga atrás da orelha incomodando, por sua vez, essa, refere-se a certo algoritmo usado na primeira rodada. O postulante da situação conseguiu fazer grandes ajuntamentos por todo o país, multidões o seguiram em seus automóveis, as cores da floresta e do sol tremulando por todo o país... O que pensar disso. Havia, como ainda há, os larápios opositores sempre contrários ao que o da situação alude. No decurso desse tempo, inverdades foram ditas, acusações, apontou o indicador em riste, chamou-o de indômito, entre tantas outras injúrias sem sentido prático. Quanto aos ajuntamentos da oposição, não me pareceram consideráveis, eram sempre com poucas pessoas, no entanto, haviam aqueles que, milagrosamente a fizeram parecer de um tacanho, para algo mastodôntico.

      As pessoas ficaram polarizadas, cada uma defendendo o seu lado, por esses e aqueles motivos, apresentavam as suas razões para tal, cada um com suas certezas. Veio o primeiro turno, havia expectativas de ambos os lados, ninguém queria admitir a derrota, os dois lados dizem com convicção que levariam a vitória já na primeira rodada. O resultado foi muito diferente para os dois lados, para uns, angústia por não ter liquidado logo de pronto, para outros, revolta, e um gosto amargo, uma desconfiança de que algo estava errado. Acusações de fraudes floresceram aqui e acolá, a oposição fez que nem escutou, deu de ombros, um e outro que disseram qualquer coisa sem muita relevância, mas, o gosto amargo permaneceu.

      Estratégias refeitas, segundo turno em curso, campanhas a todo vapor. A mesma situação acontece em todo o território desta gigante nação, de um lado multidões, do outro, o pouco que se faz parecer muito. Contudo, ficou ainda aquela pulga atrás da orelha, incomodando, coçando vez e outra, ainda que se tente arrancá-la, ela, muito esperta, desaparece, às vezes, aparecendo repentinamente. O senado e o parlamento já se definiram, foi exatamente como a situação previu, alguns governadores também estão definidos em seus comandos, com outros ainda a definir, porém, a situação conseguiu eleger o maior número de apoiadores do que a oposição.

        Quanto a pulga do algoritmo... Ela permanece por aí, pulando alegremente entre as caixinhas eletrônicas onde digitamos nossa escola em números. Estou preocupado com essa pequena pulga, fica o medo dela, no momento em que eu for digitar, eu mais outros milhões Brasil a fora, na mesma escolha, ela coloque o tal algoritmo para... Como vou dizer... Buga tudo. Ah! Essa pulga... Sei não viu, vamos esperar meus amigos, vamos esperar. Muitas mentiras são propagandas no serviço da desinformação, ninguém sabe exatamente de que lado elas aparecem. 

    Se faz verdade o mito em que a mentira roubou as vestes da verdade, e anda por aí, alegremente, enquanto a verdade nua, ninguém a suporta.

     São tempos difíceis, a liberdade está em jogo, eu não consigo fechar os olhos e me fingir de cego. O meu coração está aflito, estou temeroso com o que pode acontecer nos próximos dias. Que Deus abençoe e ilumine cada um na escolha que será feita no dia 30 de Outubro. 

O ESPELHO.

                  Do lado de dentro o vento está rugindo furioso, saindo para o lado de fora pelas frestas da janela.            Do lado de ...